(Poesia V)
Se os olhos dela
São pedra
Eu sou água.
Não minta!
Entre o espaço de pensar em mentir
E mentir
Há a verdade
E eu vejo!
Na avenida na qual desces
Pelos compridões
Eu faço uma marginal
E te cruzo e
No momento em que passamos
Um-pel’outro
Se tu olhas
Pororoco-me.
Digo que ela perdeu o controle
E o compasso do samba.
Desafinou de vez
E entortou um juramento.
Digo, mas quem escuta,
Se ando a 100.
(minhas pernas são rodas)
Como uma bola
Quico no chão do teu teto
Distraio a atenção do horizonte
Reto
E me mostro pedra-bruta
Na esperança crua
De que com teu sinete
Venhas me lascar o verbo.
Eu berro.
Sou passarinho de janela
Da tua janela
De janeiro todo
Dela.

é de uma pororoca em versos como essa que precisamos.
só assim os passarinhos podem voar pelas janelas.
um abraço.
“Não minta!
Entre o espaço de pensar em mentir
E mentir
Há a verdade
E eu vejo!”
ardo-ro isso !!!
=)
Pororoco-me!
Adorei.Não, amei.
Lindo, quis ter escrito, me falou demais, me disse o que queria ouvir, me fez mais do que apenas sentir. Tornou-se!
Quero mais!