(Poesia II) A-mors
Vou me desdobrar
Pra tu avaliar meus dentes
E dele tirar conclusão
De que não os escovo regularmente.
Vou me cortar
Pra tu dnar meu sangue
E dele avaliar o quanto
De quente há em mim.
Vou me lecionar
Pra tua avaliar minha língua
E não dizer que não te dei escolhas
por isso só te ofereci mínguas
Vou me aliciar
Pra tu perceber o quanto
O gesto que levo seguro
Corresponde a intenção humana.
E se no fim
Tu ainda negacear
Vou derramar um pranto, que de tanto
Vou esquecer de morrer
(e ninguém há de me lembrar)

conhecida por “Mama”
“… Em decúbito frontal,
sobre uma velha cama partida em pedaços,
colchão rasgado,
ratos entravam e saíam freneticamente seduzidos.
Cadáver com duas facas nos peitos moles anteriormente,
agora totalmente enrijecidos e petrificados,
exalava um cheiro pior do que o do antigo banheiro,
que sem água,
hoje servia de alívio aos pobres infelizes que ali’am,
Os prometidos.
Só Deus veria’quilo sem que tampassem seus olhos.
Necessidades constantes sem nenhum respeito ao suspeito do crime…”
uma das, minhas preferidas poesias!
cara…
fico boba com quem se expressa assim. Aaaah, se eu conseguisse! kkkk!
Parabéns.
“Vou me cortar
Pra tu dnar meu sangue”
Mais explícito impossível.
Dado ao máximo.
beijos