Um Todo Fragmentado
- Homens que um dia amaram –
I
(Ulisses ama Penélope)
O templo era pura
Alfazema de butiques
Dois sacerdotes
Revezavam no púlpito
Os corredores ladrilhavam
Pisos, nomes
Onde ao fim de uma renque
Contemplava sereno
O sagrado nome que guardo na mente
Era alva
Lavrada em cera chinesa
“Que eu me declarasse dez anos antes
Do dilúvio!”
E meu olhar trepadeira
Enrolava-te os pés
Mil anos para te contemplar a testa
e os lábios.
“Mas duzentos para adorar cada ombro
Trinta mil para o resto
Um século para cada parte
E o ultimo segundo para o coração
Te tomar.”
Se dez anos antes eu me declarasse
Não cantaria na vaga
O dilúvio que estou
A espera de um porto que me atraque.
II
(Galileu ama as estrelas)
Em laboriosas noites de trabalho
A decantar a ótica do céu
Esquadrinhando cada traço do espaço
Não encontro um paraíso de leite e mel
Procurando anjos que tivessem asas
Foi numa tarde quente
Americana
Que resvalei meu mirar ao léu.
Filha de principados
Dama de alta fidúcias
Sobre a tangente que te levam
Duas arestas cobrem os flancos.
Tu moravas ao lado.
Percorri a distância de hipotenusas
Para descobrir, cansado e desfeito
Que o teu reino em outro plano toca.
É invejosa a Sorte.
Por isso decretou pela forma
Oblonga para a Terra
E em dois pólos nos fez sós.
“Embora o amor, como um compasso
Circunde o mundo todo em nós.”
“Unless the giddy heaven fall
And Earth some new Convulsion tear
And, us to join, the world should all
Be crawp’d into a Planisphere
Devíamos ser como aquelas
Linhas obliquas num espaço
Mas somos estas paralelas
Infinitas no espaço. “
Essa poema está quase encerrando um série de poemas monotemáticos. Estudos e leitura de olhos. De Mãos e gestos e poetas, in latu senso.

“Let’s Misbehave”,
(…)
http://www.youtube.com/watch?v=JDwPUrlHnyo
mergulho neste lago salgado
nado como 1 nada chegasse
nesse destino alucinante de um selvagem amante
1 reles
insignificante – miseravelmente insano & aprisionado
isolado à solidão
digno de um desprezo grosseiro
enquanto não chego
debraço-me loucamente nessas águas pesadas
que geladas
comprimem meus nervos
sou todo 1 servo ao amor displicente
caibo num conto ridículo
ou num roteirinho de um filme qualquer da TV
construído pelo sofrimento da mentalidade desnu’da’ América
“Let’s Misbehave”,
(…)
mergulho neste lago salgado
nado como 1 nada chegasse
nesse destino alucinante de um selvagem amante
1 reles
insignificante – miseravelmente insano & aprisionado
isolado à solidão
digno de um desprezo grosseiro
enquanto não chego
debraço-me loucamente nessas águas pesadas
que geladas
comprimem meus nervos
sou todo 1 servo ao amor displicente
caibo num conto ridículo
ou num roteirinho de um filme qualquer da TV
construído pelo sofrimento da mentalidade desnu’da’ América
“E meu olhar trepadeira
Enrolava-te os pés
Mil anos para te contemplar a testa
e os lábios”
Gostei desses, Francis…
Um abraço, trovador! E fica com(hehehe)Deus!
http://www.makingoff.org/forum/index.php?showtopic=10012
CIRCO
http://www.youtube.com/watch?v=vBNn38ZNUXI
exilado & mudo
mudado pela calúnia
no r’umo dos demônios
às 11 horas
tal
Pierrot Le Fou(de-u)