Metáfora de Mar

Todo barquinho é de papel
Podes ir a vontade à proa do barco
Esse teu jeito singelo, sorriso macabro
São as nereidas virgens dos gregos lagos
Arpões e prumo se te fascinam.
Com eles irei te caçar
E ai dos teus cabelos sangrarem
Na rede de longos detalhes.
Feita a planilha de viagem
Não importa por que mar
Rumo tomar
O mar é um só.
Vejo a noite que aproxima
Quantos outros deitaram-se ao arrebol!
Farei de mim milagre
E teu fim será pior.
Este é um mar de batalhas
De piratas saqueadores
De Pessoa e de Andrades
Este é o mar fatal!
Um abismo de breu por onde agora navego
Bem mal,
Alvíssaras, Capitães.

Amar antes ou depois?
sou’ fio do descabelo
que franja
seu couro
sou’ escalpo Yanomany
em pleno bar carioca
1 magro contente
sem dente na frente
sou’ Zeus fuviu
aquele que divina MENTE
as manias dos perseus FARI’SEUS
algarismos
que contam em romanos’éculos
sem’enor encanto’u escrúpulo
as horas que passeiam
nu
com’ eu passeava nos peitos dela
maresia’ nua sereia
de tão feia
era lindíssima
nos dito’superlatos de Zé Dias
nunc’amei Capitu
capitulei os lábios de 1’a boneca sueca
aos punhos’onâmbulos de meu gozo
encharcaste a bandeira em ‘eu mastro